Surface: uma grande promessa que pode mudar a Microsoft

20 de setembro de 2012

Longe de ser revolucionário, o Windows 7 é bastante conservador e, talvez por isso, adorado por tanta gente. A Microsoft basicamente aparou as arestas grossas e cheias de rebarbas do Windows Vista, mexeu um pouco na usabilidade do sistema baseada nos diversos padrões de uso que conhece através de telemetria e relatórios de uso, empacotou tudo e transformou em um sistema campeão de vendas, sucesso de público e crítica.

 

Mas isso parece não ser o suficiente ante a (provável, que se frise) mudança de comportamento pela qual passamos neste momento. Desde a introdução do iPad, no começo de 2010, os tablets caíram no gosto popular. É meio complicado entender para que serve um tablet, mas bastam uns minutinhos com um na mão para notar que muitas atividades ficam mais cômodas e divertidas com ele.

 

Steve Jobs apresenta o iPad (Foto: Reprodução)

Steve Jobs apresenta o iPad (Foto: Reprodução)

 

O Windows 8 é a resposta direta a esse fenômeno. A nova interface moderna (ex-Metro) foi feita para ser usada com os dedos. Ela não exclui o paradigma dominante (mouse+teclado), mas o tamanho dos pontos clicáveis/tocáveis, os gestos, algumas convenções de uso (apps em tela cheia) deixam claro ao usuário: você estará melhor servido se usar seus dedinhos em vez desses arcaicos acessórios de clicar e digitar. Futuramente abordarei a questão do Windows 8 com teclado e mouse; é ruim, mas não chega a ser desastroso. Papo para semana que vem, talvez.

 

Voltando à aposta da Microsoft, ela é gigantesca. O Windows é seu produto mais conhecido, um dos maiores softwares do mundo — em vários sentidos. Sozinha, essa alteração já seria surpreendente. Mas tem mais aí, e esse “mais” atende pelo nome Surface.

 

Não, não é aquela mesa gigantesca sensível a toques que interage com objetos. Essa continua existindo, agora rebatizada como PixelSense. O novo Surface é um tablet. Da Microsoft. Você entende a dimensão disso? Se não, eu te explico.

 

A Microsoft, historicamente, é uma empresa de software. Ela se arrisca com alguns hardwares e, em quase todas as suas apostas, se dá muito bem: seus mouses e teclados são muito bons, o Xbox 360 é atualmente o videogame que mais vende. O Zune, apesar de toda a sua qualidade (e digo com conhecimento de causa, tive um Zune HD — RIP), não decolou, mas é aquela história, não dá para acertar em todas… Enfim, apesar dessas escapadas na produção de equipamentos, itens físicos, o negócio da Microsoft é fazer software e licenciá-lo para quem produz hardware como ganha-pão: Dell, Lenovo, HP, Acer, Samsung e tantas outras. É aí que ela lucra, e lucra bastante.

 

Microsoft Surface (Foto: Divulgação)

Microsoft Surface (Foto: Divulgação)

 

O Windows 8 é a resposta direta a esse fenômeno. A nova interface moderna (ex-Metro) foi feita para ser usada com os dedos. Ela não exclui o paradigma dominante (mouse+teclado), mas o tamanho dos pontos clicáveis/tocáveis, os gestos, algumas convenções de uso (apps em tela cheia) deixam claro ao usuário: você estará melhor servido se usar seus dedinhos em vez desses arcaicos acessórios de clicar e digitar. Futuramente abordarei a questão do Windows 8 com teclado e mouse; é ruim, mas não chega a ser desastroso. Papo para semana que vem, talvez.

 

Voltando à aposta da Microsoft, ela é gigantesca. O Windows é seu produto mais conhecido, um dos maiores softwares do mundo — em vários sentidos. Sozinha, essa alteração já seria surpreendente. Mas tem mais aí, e esse “mais” atende pelo nome Surface.

 

Não, não é aquela mesa gigantesca sensível a toques que interage com objetos. Essa continua existindo, agora rebatizada como PixelSense. O novo Surface é um tablet. Da Microsoft. Você entende a dimensão disso? Se não, eu te explico.

 

A Microsoft, historicamente, é uma empresa de software. Ela se arrisca com alguns hardwares e, em quase todas as suas apostas, se dá muito bem: seus mouses e teclados são muito bons, o Xbox 360 é atualmente o videogame que mais vende. O Zune, apesar de toda a sua qualidade (e digo com conhecimento de causa, tive um Zune HD — RIP), não decolou, mas é aquela história, não dá para acertar em todas… Enfim, apesar dessas escapadas na produção de equipamentos, itens físicos, o negócio da Microsoft é fazer software e licenciá-lo para quem produz hardware como ganha-pão: Dell, Lenovo, HP, Acer, Samsung e tantas outras. É aí que ela lucra, e lucra bastante.

 

O fato de vir pré-instalado impulsionará as vendas do Windows 8, então não é muito arriscado dizer que o sistema venderá bastante. Os híbridos, que vimos às toneladas na última IFA, formam um novo mercado, curioso, incerto, mas com potencial. Em meio a eles, o Surface desponta como o mais intrigante e promissor. Ele pode desencadear uma mudança sem precedentes na Microsoft, que passaria de uma “empresa de software” para uma que provê soluções completas para o usuário final — software, hardware e serviços. Uma Microsoft mais Apple. Goste você ou não da dona do iPad e dos Macs, estamos falando da empresa mais valiosa da história. Não dá para culpar a Microsoft por estar se inspirando nela.

 

Fonte: TechTudo

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